Do Intercâmbio Marista para o mundo

A edição de inverno deste ano do Intercâmbio Marista: novas culturas, novos saberes está próxima de começar. Mas enquanto a nossa delegação de 167 estudantes, a maior da educação básica gaúcha, não embarca rumo à Inglaterra e Canadá, relembramos a trajetória de Lorenzo de Almeida Mesquita, de 19 anos, que viu a sua experiência no projeto abrir novos caminhos para uma vida acadêmica fora do país.


Ex-aluno marista, Lorenzo hoje é graduando da Universidade de Toronto

Participante do Intercâmbio para o Canadá em 2014, o ex-aluno do Marista Medianeira, de Erechim, fez da vivência no país norte-americano a sua rotina após a formatura no Ensino Médio. Ele retornou ao país para fazer o High School (algo como o 4º do Ensino Médio) na mesma Columbia International College que havia estudo durante o programa de verão. Lá, ampliou seu repertório na Língua Inglesa, conheceu pessoas de diversos lugares e estudou para concorrer às vagas oferecidas nas universidades locais. Foi aceito na Universidade de Toronto, uma das 30 melhores do mundo, onde já cursou o primeiro ano do curso de Relações Internacionais.


Diploma do High School canadense é aceitado no mundo todo

A seguir, ele conta um pouco dos seus passos até a universidade, o processo de adaptação e dá dicas para estudantes que desejam a trilhar o mesmo caminho.

 

Equipe editorial: O que mais te chamou atenção na chegada ao Canadá?

LM: A primeira coisa foi a questão da segurança, pois tu realmente não precisa se preocupar com nada. Além disso, as pessoas são muito educadas, o que é algo próprio da cultura deles. Por ser um país desenvolvido, é notório o bom funcionamento do transporte público e a disponibilidade das pessoas em ajudar, especialmente quando percebem que tu está se adaptando a uma língua que não é a tua. Há uma grande facilidade também de fazer amigos. No próprio Intercâmbio Marista eu fiz amizades com pessoas do grupo que eu tenho contato até hoje.

Equipe editorial: Como surgiu a ideia de participar do Intercâmbio Marista?

LM: Eu sempre comentei com os meus pais que queria conhecer outro país. O meu objetivo inicial era ir para os Estados Unidos, mas quando apresentaram no Colégio o programa de Intercâmbio para o Canadá eu não pensei duas vezes, conversei com os meus pais, pesquisei sobre o país e fiz a escolha de ir. Eu sabia que era uma oportunidade que não poderia deixar passar. Os meus pais sempre me apoiaram e me incentivaram a conhecer outros países, outras culturas, então foi tranquilo quanto a isso.

Equipe editorial: Como foi para se comunicar em inglês fora do Brasil pela primeira vez?

LM: Eu já tinha me preparado bem na escola, mas existe aquela diferença de estudar a língua e viver ela no dia a dia. No início tu acaba dando uma travadinha, precisa pensar mais, se enrola, mas é normal. A partir do momento em que tu te insere em um ambiente onde ouve, lê e fala a mesma língua, aos poucos fica mais fácil e mais confortável. Não tem que ter medo de errar. E se errar, dá risada e tenta de novo, porque tudo isso faz parte do aprendizado.

Equipe editorial: O que te levou a querer ficar por mais tempo no Canadá após o Intercâmbio

LM: Após o Intercâmbio eu já tinha uma ideia mais ampla do que eu poderia fazer profissionalmente, mas foi no High School que eu descobri exatamente o que eu queria: cursar Relações Internacionais. Acho que isso foi fruto da relação que tive com pessoas do mundo todo, o conhecimento sobre outras culturas etc.

Equipe editorial: Como é a tua rotina hoje em Toronto e o que tu espera para o futuro?

LM: A escolha dos turnos na universidade é bem flexível, então eu tenho essa liberdade. Atualmente faço algumas aulas de manhã, outras de tarde. E lá, para cada hora de aula realizada tu precisa estudar três horas em casa. Eles levam bem a sério e incentivam muito a questão do estudo individual. Além disso, a gente tem horários para esporte, academia etc. Eu faço parte do time de dança hip-hop também.

No próximo semestre eu já pretendo começar a trabalhar no Starbucks, se conseguir. A longo prazo, ainda não sei como vai ser após eu me formar, ainda estou avaliando. Estar aqui me abre muitas oportunidades, mas eu não estou fechado a nenhuma possibilidade.

Equipe editorial: Que dicas tu daria para os estudantes que estão pensando em fazer um Intercâmbio fora do Brasil?

LM: Eu diria para não se limitarem. Fazer o máximo de coisas possíveis e aproveitar muito. Na hora pode não parecer, mas a gente sente muita falta daquilo. Tu deita a cabeça na cama para dormir e começa a lembrar das experiências que tu teve e isso é o importante da vida. Tu tem que criar memórias. E claro, fazer muitas novas amizades, de outros países, porque isso te enriquece como pessoa.