20 anos de EJA são destaque na 12ª edição da revista Em Família

No dia 11 de agosto de 2017, o Colégio Marista São Marcelino Champagnat celebra 20 anos de dedicação ao ensino de jovens e adultos. 

Por conta disso, a 12ª edição da revista Em Família traz duas páginas especiais contando um pouco desta trajetória. 

O material pode ser acompanhado na edição virtual da revista, disponível aqui.


Leia abaixo, o texto completo da matéria

Colégio São Marcelino Champagnat: há 20 anos reescrevendo histórias de vida 

O ano era 1997. O dia 11 de agosto, dia do estudante. De volta 20 anos no tempo, os sonhos e desafios de 89 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social de Novo Hamburgo se encontraram com o legado deixado por São Marcelino Champagnat: tornar Jesus Cristo conhecido e amado por meio da educação, em especial aos menos favorecidos. Foi nessa data que este grupo de estudantes iniciou sua trajetória no então Supletivo Champagnat, hoje Colégio Marista São Marcelino Champagnat. A presença dos Irmãos Maristas neste bairro, desde 1978, foi o ponto de partida para desencadear o projeto de educação para jovens e adultos (EJA), uma vez que, sensibilizados com a baixa escolaridade dos moradores, idealizaram e criaram uma forma de suprir gratuitamente esta carência da comunidade.
 
Passadas duas décadas, os 89 jovens e adultos se multiplicaram para cerca de 650 estudantes – oriundos de todos os bairros da cidade – que, mesmo com diferentes idades e necessidades, são instigados a serem sujeitos ativos e críticos da sociedade onde se encontram. “Nossa proposta educacional é de aproximação com o estudante. Entendemos as suas demandas e trabalhamos focados na mudança das pessoas, por meio da educação, para promover a transformação da sociedade”, explica o diretor Antonio Morés, presente nesta caminhada desde o “antigo supletivo”. “Diferente de 20 anos atrás, hoje vivemos um novo espaçotempo da escola. Essa nova configuração nos desafia todos os dias a reinventar nossa proposta educacional para que estas pessoas entendam que a educação é um instrumento de emancipação, um direito de acesso e de permanência na escola”, diz. “O que queremos é que tenhamos cidadãos sujeitos verdadeiramente protagonistas de suas vidas e de suas histórias”, complementa o diretor. 
 
“Que a tua mão ajude o voo, mas jamais se atreva a tomar o lugar das asas”
A frase do bispo Dom Hélder Câmara estampava a camiseta dos estudantes e educadores de 1997. Entre eles, a professora Rosa Maria Dieter Roese, que até hoje leciona no Colégio São Marcelino Champagnat. “Fecho os olhos e vejo com muita nitidez os rostos confiantes, expressões de contentamento, o desejo de aprender, a perspectiva de escrever uma nova história, permeada pela fé, confiança, respeito, solidariedade e autoestima. Assim começamos o voo: 89 alunos distribuídos em quatro turmas de Ensino Fundamental”, conta. “Fazer parte dessa história representa um marco em minha vida. Traz a alegria de ter participado e influenciado no caminhar de outras vidas. É saber que essas ações representam uma linha divisória na trajetória de nossos estudantes, como também a minha oportunidade de aprender a conviver, ceder, defender princípios, a rir e a chorar, ou seja, lapidar e me transformar em uma pessoa melhor, olhando o mundo com outros olhos e abrindo o coração com sentimentos cristãos”.
 
Ex-aluno do Colégio São Marcelino Champagnat, Gedeão Adroaldo Baldo conquistou seu diploma do Ensino Médio em 2014. Mesmo assim, não hesita quando recebe um convite de retornar ao ambiente escolar para alguma atividade. “Vou sempre procurar retribuir todo o acolhimento que eu tive enquanto estudante”, diz.  “Depois que passei pelo colégio marista, tive uma mudança completa na minha vida. Na família, no trabalho, na comunidade em que eu vivo. A escola fez redescobrir-me, de conhecer a pessoa que estava no meu interior. Os professores passam a sensação de realmente estar em um ambiente familiar, a gente se sente muito bem”, explica. “Aqui neste colégio aprendemos tantas coisas que precisamos repassar esses ensinamentos às outras pessoas, contribuindo para o seu crescimento. Por isso, a oportunidade que se tem neste ambiente é rara e muito valiosa. O estudo é algo para a vida toda”, conclui. 
 
Nossa história (*)
Depois de 19 anos e meio de atuação na Vila Iguaçu, no bairro Canudos em Novo Hamburgo, os Irmãos Maristas iniciaram um novo marco na sua história na cidade. Em 11 de agosto de 1997 iniciaram as aulas do Supletivo Champagnat, localizado no prédio do Colégio Pio XII (em funcionamento desde 1962). Com ensino totalmente gratuito, como permanece até os dias de hoje, o supletivo atendia jovens e adultos carentes da Vila Iguaçu, que participavam de alguma atividade pastoral na comunidade. Inicialmente, os 89 estudantes foram divididos em quatro turmas: uma de 3ª e 4ª série, duas de 5ª e 6ª séries e uma de 7ª série. O diretor da época foi o Irmão Lédio de Jesus Matias e o vice-diretor, o Irmão Solimar Amaro. Atualmente, o Colégio Marista São Marcelino Champagnat atende 650 alunos em turmas de Ensino Fundamental e Ensino Médio. Em 20 anos de ensino, mais de 2,3 mil alunos conquistaram o seu diploma e outros 7,8 mil frequentaram o ambiente escolar marista. 
(*) Com informações do livro “Sementes da Esperança”, comemorativo aos 10 anos do Colégio São Marcelino Champagnat. 

 

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