Pesquisa avalia Impacto do Sal Iodado no Brasil


Aluna responde ao questionário da Pesquisa com a supervisão da mãe.

Alunos do Colégio Marista João Paulo II participaram, no último dia 5 de maio, do grupo de 20 mil estudantes brasileiros das zonas urbanas e rurais, em escolas públicas e particulares da faixa etária de seis a 14 anos que foram sorteados para responder à Pesquisa Nacional para Avaliação do Impacto da Iodação do Sal (PNAISAL). A pesquisa vem sendo realizada pela Coordenação Geral de Política de Alimentação e Nutrição (CGPAN) do Ministério da Saúde, com a intenção de saber se a quantidade do elemento no sal consumido está adequada para a saúde.

O trabalho contempla a visita a 484 municípios brasileiros. As escolas participantes são sorteadas pela própria equipe da PNAISAL, que também faz o levantamento dos alunos que participarão da pesquisa, sendo que para cada turma são sorteados quatro estudantes para representar a escola. As crianças e adolescentes, após entrevista com os técnicos, pesagem e medição, têm a urina coletada para análise, que é feita pelo Instituto Adolfo Lutz.

Como procedimento para conclusão do estudo, os pesquisadores também aplicam um questionário com os pais e coletam o sal de cozinha nas visitas residenciais para avaliação.

A intenção é cruzar todas essas informações para ter um panorama geral do consumo de iodo. Durante a visita ao Colégio, os alunos sorteados foram contemplados com o guia de bolso “Como ter uma alimentação saudável”, produzido pelo ministério.

Papel do iodo no organismo

O iodo é necessário ao bom funcionamento da glândula tireóide. A deficiência deste elemento pode levar populações ao desenvolvimento dos Distúrbios por Deficiência de Iodo (DDI), como o bócio – papo que pode dificultar a respiração – e o cretinismo, que provoca retardo mental irreversível.

As fontes do iodo são: sal iodado, frutos do mar, leite e produtos lácteos e ovos de animais que tenham recebido ração com iodo. Crianças devem consumir 90 microgramas de iodo por dia e adultos 150 microgramas. O Ministério da Saúde recomenda o consumo de no máximo uma colher de chá rasa por pessoa de sal, distribuída em todas as refeições.

No Brasil, os Distúrbios por Deficiência de Iodo foram detectados como problema de saúde pública na década de 50, quando cerca de 20% da população apresentava bócio.

Com o propósito de reduzir estas altas prevalências, o governo federal, em parceria com o setor produtivo, adotou a iodação universal do sal. Desde o estabelecimento da obrigatoriedade de adição de iodo no sal, o Ministério da Saúde realizou quatro pesquisas para avaliar o impacto desta intervenção.

O que é iodo?

Iodo é um mineral essencial para o bom funcionamento do nosso organismo. Precisamos de pequenas quantidades de iodo todos os dias. Noos organismo precisa de iodo para produzir hormônios da glândula tireóide. O iodo é importante para o crescimento e desenvolvimento do corpo e do cérebro, e na manutenção da temperatura do nosso organismo.

O iodo é encontrado em alimentos como peixes, mariscos, camarão, moluscos, lagostas, ostras, carangueijos, vegetais de solo ricos em iodo, leite e ovos (se na alimentação dos anmais tiver iodo).

Quanto de iodo devemos consumir por dia?
- Crianças amamentadas ao seio de 1 a 12 meses – 50mcg/dia;
- Crianças de 2 a 6 anos – 90mcg/dia
- Crianças de 7 a 12 anos – 120mcg/dia
- Crianças maiores de 12 anos, adolescentes e adultos – 150mcg/dia
- Gestantes e mulheres amamentando – 200mcg/dia
Fonte: CIPCDDI


 Ao comprar Sal lembre-se das 4 leis do Iodado:

- Observe no rótulo se o produto é iodado;
- Verifique a data de validade;
- Mantenha o sal na embalagem plástica dentro de um pote fechado, em lugar seco, fresco e ao abrigo da luz;
- Não use na sua alimentação o sal que os animais consomem porque ele não contém iodo.

Para mais informações sobre a Pesquisa, clique aqui.

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