Mês das Mães e de Maria

 

Sobre a data

Em Maria, fecunda-se o verbo de Deus. No corpo humano, a semente divina é colocada. Maria nos ensina a sabedoria da espera; da confiança no tempo e nos planos do Criador da vida. A sabedoria de Maria nos diz que precisamos silenciar para compreender o tempo de cada acontecimento e o do mundo a nossa volta. Todas as vezes que temos a oportunidade de tocar a beleza e a fragilidade do mundo, de nos deixar interpelar pelas necessidades a nossa volta, ouvimos a voz de Deus. São as oportunidades de que Ele fala ao nosso coração pelo filtro das necessidades humanas, vinculadas a todas as dimensões da vida. 
 
Essa percepção nos convida a mudar de postura e aguçar nossa consciência de irmandade, assumindo o compromisso cuidador que nos faz evoluir e nos motiva a viver em comunhão, assim como fez Maria, sensível e acolhedora. Ela que educou Jesus para a sensibilidade do olhar que enxerga além das aparências, do toque que cura e encoraja, da acolhida despretensiosa e sem julgamento. Pelo exemplo da mãe Maria, o filho Jesus foi, para as necessidades do seu tempo, olhar e mãos que acolhem.
 

Inspiração do XXII Capítulo Geral 

“Como Maria em Caná (Jo 2,3), sentimo-nos interpelados pelas necessidades do mundo que nos rodeia.”

 
Precisamos olhar para todas as mães e enxergar nelas a imagem feminina da ternura de Deus, a concretude do amor. Perceber no “ser mãe” traços da mulher Maria que gerou, amamentou, ajudou Jesus a pronunciar suas primeiras palavras, que tocaram vidas e modificaram corações. Ela que foi guardiã da divindade e da humanidade do filho. Humanidade que é evidenciada a partir da sensibilidade da mãe. Essa é a missão de todas as mães que, pela sensibilidade, olhar e mãos que acolhem a inteireza dos filhos, são guardiãs da pureza e do amor de Deus plantado no coração da humanidade. Pelo ventre da mãe, Deus refaz as coisas e recria a vida.

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